quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Imagens de síntese: o limite do real. Avatar, a nova e tecnológica produção de James Cameron




Diretor de Titanic retorna com a superprodução Avatar. Longa-metragem é aventura de ficção científica com orçamento mais caro da história de cinema

Tem se tornado lugar-comum no cinema norte-americano que o orçamento de um filme faça parte das manchetes sobre a produção, mas, no caso de Avatar, que tem pré-estreia nacional hoje, os números são realmente impressionantes: com um custo estimado em US$ 500 milhões de dólares, o longa-metragem é o mais caro da história do cinema. O filme marca o retorno, depois de 12 anos, de James Cameron à telona. Seu último filme foi Titanic, fenômeno que teve um faturamento de cerca de US$ 2 bilhões, a maior bilheteria de todos os tempos.

Seu novo trabalho é uma ficção científica feita com tecnologia digital revolucionária, elevando a computação gráfica a efeitos até então nunca vistos, com atores reais servindo de base para criaturas virtuais. As sessões de pré-estreia começam hoje em algumas salas a partir das 20 horas e entram normalmente em cartaz amanhã, ocupando cerca de 600 salas no País.

Na trama, os seres humanos estão de olho num planeta chamado Pandora, cujos habitantes são seres azuis, meio homens meio elfos, com alguns poderes especiais. Pandora tem em seu subsolo enormes quantidades de uma substância que é fundamental para a sobrevivência da humanidade e por isso os terráqueos dedicam-se a monitorar os habitantes do planeta. Nesta espécie de guerra, os humanos criam um tipo diferente de espião para poder descobrir as fontes de energia de Pandora: graças a experiências genéticas, cientistas conseguem misturar o DNA humano ao das criaturas que querem dominar, um híbrido batizado como avatar.

Os humanos montam uma colônia de ocupação em Pandora, mas precisam se infiltrar entre eles – daí a importância estratégica dos avatares. O conflito da narrativa se instala quando um desses avatares, ao conhecer de perto os alienígenas azuis, reconhece os valores desta civilização e passa a questionar a atitude predatória dos próprios humanos. Trata-se de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval que ficou preso a uma cadeira de rodas e aceita participar da experiência de ser um avatar, sem imaginar o universo de maravilhas, descobertas e perigos que viria pela frente.

O objetivo dos humanos é explorar o minério raro unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal.


Metáfora

Na estreia do filme em Londres na semana passada, o diretor declarou à imprensa que a história pode ser compreendida como uma metáfora sobre como a humanidade trata o planeta e sobre o futuro que nos espera. Em Avatar, que se passa no século 22, a Terra enfrenta uma crise energética que coloca em risco a sobrevivência de nossa própria espécie.

“É uma metáfora, não tão politizada como alguns gostariam, sobre como tratamos nossos recursos naturais”, disse o cineasta. “É como se disséssemos: estamos aqui, somos grandes, temos as armas, a tecnologia, o cérebro; e podemos fazer o que quisermos deste planeta, mas não funciona assim e vamos descobrir isto da pior forma se não refletirmos e buscarmos uma vida de equilíbrio com os ciclos naturais da vida na Terra.”




CLIQUE AQUI E ASSISTA AO TRAILER










Avatar: EUA/2009
Direção: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Lola Herrera e Joel David Moore
Cines: Cinemark 8, SR Flamboyant 4, SR Flamboyant 2, SR Flamboyant 7, SR Goiânia 4 e 5, Buriti 5 e 2
Por Rute Geudes - O Popular - Magazine - 17.12.09

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Cruz do Anhanguera

Por José Mendonça Teles*

O Popular - Magazine - 16.12.2009



Primeiro, uma historinha: Luís do Couto, pai da renomada artista plástica Goiandira do Couto, que nasceu na cidade de Goiás em 1884 e lá faleceu em 1948, era juiz de Direito em Catalão no ano de 1917, e como a obrigação de juiz é ler processo e julgar, imagino que um dia, com o saco cheio dessas pendengas jurídicas, deu um basta: – Chega, gente, estou cansado, durante uma semana vou fazer o que mais gosto, poesia e caminhar. E olha que o nosso personagem já era autor de dois livros de poemas, Violetas (1904) e Lilazes (1913), portanto, bem respeitado na cidade não só pela sua função judicante, mas pelos dons literários.

Naquele tempo, Catalão era conhecida como a “Atenas de Goiás”, antes da chegada de um engraçadinho que contestou: – Catalão? É apenas Goiás! Mas isso é outra história, vamos ao que interessa: e o poeta Luís do Couto saiu a caminhar. “Vou buscar a rota do Anhanguera”, disse e, convidando alguns amigos para acompanhá-lo, pôs o pé na estrada.

Depois de andar bastante e já consciente de que estava no mesmo caminho do bandeirante, Luís do Couto e companheiros pararam às margens de um ribeirão para pegar o “boião”. Descansado, o poeta começou a perambular por ali, quando viu um pedaço de aroeira, lavrada, já carcomida pelos anos, no meio de uma saroba. Achou estranho, pois naquele deserto goiano aroeira trabalhada era peça rara. Aguçando a curiosidade, andou mais um pouco e viu, entre árvores altas, outro pedaço de aroeira, também lavrada e danificada, desta feita fincada no chão. Estava decifrado o teorema: os dois pedaços de aroeira formavam a cruz do Anhanguera, deduziu o poeta, depois de decifrar, com dificuldade, a inscrição, quase apagada, de “1722”.

Conhecedor da história de Goiás, sabia o poeta que Bartolomeu Bueno saíra de São Paulo, em direção a Goiás, acompanhado de 200 homens, entre eles os sacerdotes George (beneditino) e frei Cosme (franciscano), que cuidaram da parte espiritual da tropa. Retornando da excursão, Luís do Couto comunicou às autoridades o seu achado e a notícia correu o País. Chegou aos ouvidos do governador (naquele tempo era presidente) de São Paulo, que se achou no direito de reivindicar a cruz para o seu Estado: – A cruz é nossa, mande-a imediatamente, telegrafou ao presidente de Goiás, Olegário Pinto.

Os goianos reagiram dizendo não, e Luís do Couto a levou para Ipameri e de lá a transportou para a cidade de Goiás, onde foi erigido, por iniciativa do poder público e de escritores, entre eles Americano do Brasil e Joaquim Bonifácio de Siqueira, o monumento que ficou conhecido como a Cruz do Anhanguera, no mesmo local onde existira a Igreja da Lapa, levada pela enchente de 1839.

Terminada a historinha da cruz do Anhanguera e seu benfeitor, o juiz-poeta Luiz do Couto, homenageio nesta crônica a notável amiga, amigona de paixão apaixonada, a universal pintora das areias Goiandira do Couto, filha de Luiz do Couto, que na altura de seus 90 e tantos anos representa o símbolo maior do patrimônio cultural vilaboense.

* José Mendonça Teles é escritor e historiador goiano.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A comunidade científica mundial perde Lévi-Strauss



Morre aos 100 anos o antropólogo francês Lévi-Straus, ele deixa um legado intelectual incomensurável para a humanidade

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que conviveu com tribos indígenas do Mato Grosso e da Amazônia, faleceu na madrugada do último domingo (01/11) aos 100 anos de idade, informou nesta terça-feira um porta-voz da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris.
Lévi-Strauss era considerado o maior intelectual francês vivo. Ele exerceu uma importante influência sobre as ciências humanas na segunda metade do século 20.
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, o antropólogo foi um dos fundadores do chamado pensamento estruturalista, segundo o qual os processos sociais são originários de estruturas fundamentais que são frequentemente não-conscientes.
Professor honorário do Collège de France, que reúne os grandes intelectuais do país, e único membro centenário da Academia Francesa de Letras, Lévi-Strauss foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo de 1935 a 1938.

Brasil
Segundo o próprio Lévi-Strauss, foi esse convite para lecionar no Brasil que inspirou sua vocação para a etnografia - o estudo descritivo das sociedades humanas.
De 1935 a 1939, ele organizou e dirigiu várias missões de estudos de tribos indígenas no Mato Grosso e na Amazônia.
Em 1955, ele publicou Tristes Trópicos, sua obra mais famosa, que o tornou conhecido no mundo todo.
O livro mistura lembranças de viagens, meditações filosóficas e relatos de seus encontros com os índios brasileiros, o elemento central da obra.
A obra científica de Lévi-Strauss, desde seus primeiros trabalhos sobre os índios no Brasil, foi reconhecida internacionalmente. Ele renovou os estudos dos fenômenos sociais e culturais, principalmente dos mitos.

No ano passado, o Museu do Quai Branly, em Paris, realizou um evento para celebrar o centenário de Lévi-Strauss com leituras de suas obras e documentários sobre sua vida, além de fotografias e exposições de objetos das diferentes populações estudadas pelo antropólogo.
Lévi-Strauss sofria de mal de Parkinson e completaria 101 anos no próximo dia 28.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Momentos finais do astro pop Michael Jackson são retratados em documentário



Polêmico até na hora da morte, "This is it" estica ainda mais odisséia fúnebre de Michael Jackson


Estréia hoje em várias cidades, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, o documentário "This is it" que narra os últimos ensaios do astro pop Michael Jackson. Ao todo, mais de 25 cidades ao redor do mundo terão sessões especiais, com bilhetes esgotados, logicamente, no dia de hoje.
Dirigido por Kenny Ortega, o documentário reúne material das mais de 100 horas de vídeo produzidas durante os ensaios para a turnê “This is it”, anunciada como última temporada de Jackson em Londres, que estrearia em julho deste ano.

" This Is It" será distribuído em 110 territórios. O filme deve ficar apenas duas semanas em cartaz, mas sairá também em DVD, cujas vendas ajudariam a levantar fundos para saldar as dívidas milionárias do astro.

Com base na arrecadação do filme, nas vendas de álbuns e em negócios fechados desde a morte do cantor, os administradores de seu patrimônio esperam gerar mais de US$ 200 milhões de receita até o final do ano.

Longe de menosprezar os atributos artísticos de Michael, que por sinal eram muitos, é inegável que a potência comercial da indústria cultural faz das memórias póstumas de Jackson um produto mais vendável do que Coca-cola gelada no Saara. Esse é apenas mais um exemplo de como a euforia pop das estrelas juntada ao desvario midiático pode levar os fãs ao delírio do aparente e interminável idílio enlouquecido, que tem sido os momentos finais do pop star.
Um dia, quem sabe, ele descanse em paz! 

Veja o trailer: "This is it"

E-mail marketing, de vilão das caixas postais a mocinho da boa relação comercial



Ferramenta é tida como fundamental no processo de fidelização de quem compra pela internet

O email marketing é um daqueles exemplos de como o mau uso de uma ferramenta pode acabar por prostituir um eficiente canal de comunicação entre empresas e consumidores. Prejudicado pelo desenfreado envio de spams e pela utilização inadequada, o email marketing, contudo, é extremamente valioso dentro de uma estratégia séria de comércio eletrônico. Pelo menos foi essa a premissa defendida pelos participantes do E-Commerce Summit 09, evento que aconteceu nesta terça-feira, 27, em São Paulo.

Segundo Walter Sabine, da Virtual Target, por exemplo, esse canal é um excelente ponto de contato para travar diálogo com os que compram pela internet oferecendo informações preciosas capazes de fazer com que determinados clientes consumam mais vezes nas mesmas lojas virtuais. "Quando utilizado para entender os desejos dos internautas de maneira constante o email marketing oferece ótimos resultados como parte fundamental de um planejamento de marketing, Ele não deve, no entanto, ser encarado como um canal de captação de clientes através do envio não direcionado", acredita o executivo. Sabine disse ainda que é necessário um período de cerca de seis meses para que os resultados com esse tipo de ação comece a mostrar resultados efetivos.

Para Marcos Amary, do site Estação do Vinho, o email marketing é realmente ponto central para manter o cliente em contato com a loja. De acordo com ele, através do banco de dados atualizado espontaneamente pelos internautas, é possível direcionar o contato filtrando o envio por faixa de preços dos vinhos comprados, o tipo de uva preferido, a nacionalidade da bebida e ainda investir em conteúdo diferenciado para cada tipo de consumidor. "Costumamos mandar email, por exemplo, com os dez melhores vinhos dentro das preferências e dos históricos dos clientes", conta Amary. "Essas são oportunidades muito boas de estar em contato com o consumidor respeitando sua privacidade e, sobretudo, sua vontade", acrescenta.

Fonte:  M&M Online

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Exposição Fotográfia Infânia Sem Terra no MIS - Fotografia e Diritos Humanos



Risonhos, brincalhões, curiosos, sonhadores, futuros cidadãos! São as crianças das famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do acampamento Palmares, em Varjão - Goiás.

A fotógrafa Júlia Mariano registrou com sensibilidade, técnica e com um toque de maternidade o dia-a-dia dessas crianças, convivendo com elas durante o desenvolvimento de um trabalho acadêmico cujo foco principal foi a observação da Declaração Universal dos Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente, levando em consideração o contexto social vivenciado pelas crianças.

O MIS/ Agepel expõe os sorrisos, as brincadeiras e a esperança dos filhos de Palmares que nos levam a refletir sobre outros filhos, outras crianças e os Direitos Humanos.



O Museu da Imagem e do Som de Goiás participa da 3a Semana Primavera dos Museus com um programa que estimula a reflexão e a discussão sobre os Direitos Humanos. A escolha do tema Museus e Direitos Humanos proporciona às instituições museológicas brasileiras a oportunidade de considerar seu papel como espaços de realização e manutenção de um direito humano que está expresso em valores, motivações, modos de vida, crenças e representações sociais, práticas culturais, rituais e identidades.

No contexto da Primavera dos Museus o MIS apresenta a exposição Infância Sem Terra e exibe uma Mostra de filmes. A exposição da fotógrafa Júlia Mariano é um dos resultados de sua convivência com as crianças das famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do acampamento Palmares, em Varjão – GO, durante o ano de 2007, período de realização de um trabalho acadêmico. O ponto de partida da proposta foi a Declaração Universal dos Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente, levando em consideração o contexto social vivenciado por estas crianças. As imagens revelam uma infância pouco conhecida e divulgada pelos meios de comunicação, principalmente por fazer uma abordagem diferenciada, focando a amizade, a esperança e o sonho observado no sorriso e no brilho dos olhos das crianças do acampamento Palmares.


Abertura: 23.09.2009 - 19h
Visitação: 24.09 a 08.11 (segunda a sexta - 9h às 12h - 14h às 17h30)
Agendamento: contato@mis.go.gov.br (62) 3201-4645/ 3201-4658

Museu da Imagem e do Som / Agepel
Sala de eventos, Centro Cultural Marieta Telles Machado. Praça Cívica n° 2, Centro, Goiânia, Goiás.


FICHA TÉCNICA
EXPOSIÇÃO INFÂNCIA SEM TERRA
Fotografia: Júlia Mariano
Curadoria: Stela Horta Figueiredo e Keith Valéria Tito
Programação Visual: Marcílio Lemos
Projeto Gráfico e Edição de Vídeo: Marcelo Costa
Montagem: Cleandro Elias Jorge
Monitoria: Avelina Caxeta, Luciana dos Santos, Victor Hugo de Morais

Agradecimentos
Leandro Cordeiro
Nilton José dos Reis Rocha
Rosana Fernandes
Moradores do Acampamento Palmares - Varjão/GO



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

4ª Semana de Publicidade da PUC Goiás





PROGRAMAÇÃO

Terça - 22/09
19h Credenciamento
19h30 Solenidade Oficial de abertura com presença de autoridades.
20h Lançamento da 4ª Maratona de Criatividade Star Chic; Organização: Oncovô - Produção: Idéia Produções e Veiculação: TV Goiânia.
20h30 PALESTRA – Comunicação e Responsabilidade Social com Stalimir Vieira – São Paulo. Coordenador de Cursos de Eventos da ABAP Nacional e Adjunto da diretoria executiva Nacional.
22h – 22h30 Abertura oficial da 4ª Feira Católica Social
Atração Cultural – Banda de forró Universitário Eh Forroda.

Quarta - 23/09
8h PALESTRA – Como transformar Responsabilidade Social em Resultado Sociais - Cases: Amigo Inédito / Oikos Átrio Academia. Com Bruno Vasconcelos, Diretor de Criação e Atendimento e Polyanna Borges, Diretora de Criação e Atendimento, da Inédita Propaganda.
9h30 Atração Cultural – Desfile Recicla Moda – Grupo de Moda FASAM
10h –11h30 PALESTRA – Propaganda Estatal - Dever de responsabilidade social. Com Evandro José - Diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Goiânia
14h – 18h Workshops - Parte I e Maratona Criativa – Parte I
19h Lançamento Oficial do Portal Galo News.com
20h PALESTRA – Planejamento Estratégico Digital com Felipe Morais – São Paulo. Especialista em Planejamento Digital.
21h30 Atração Cultural – apresentação sertaneja com Kamilla
Noite de Autógrafos do Livro: Planejamento Estratégico Digital - Autor: Felipe Morais

Quinta - 24/09
8h PALESTRA – Católica, 50 anos de Responsabilidade Social. Com Celso Orlando Rosa - Diretor de Marketing da Universidade Católica de Goiás e Irom Rocha - Diretor de criação da Agência Ilimitada.
10h Atração Cultural – apresentação de Dança com Snujs – Rafaela Bastos.
10h30 –11h30 Apresentação do Curta metragem Sub papéis - Direção: Luis Eduardo Jorge
14h - 18h Workshops - Parte II e Maratona Criativa – Parte II
19h30 Atração Cultural – Grupo contemporâneo de dança – Espetáculo Cerratenses. Coreografia: Luciana Caetano
20h – 21h30 PALESTRA – Responsabilidade Sócio-Ambiental e Desenvolvimento Sustentável: O Case do Flamboyant Shopping Center. Com Rommel Sena – Gestor do Instituto Flamboyant.

Sexta - 25/09
8h PALESTRA – Gente que faz acontecer. Com Chico Nunes – São Paulo. Escritor e Coach Empresarial – São Paulo
9h30 MESA REDONDA - Responsabilidade Social sob a ótica empresarial: Implicações e adequações.
Mediadora: Prof. Ms. Letícia Segurado Côrtes (UFG)
Debatedores: Sandro Salla. Diretor de Gestão Estratégica - Espaço Giacometti
Racquel Gonçalves. Gerente de Marketing - Fujioka
Sirlene Milhomem. Diretora da Oficina de Comunicação. Cilene de Paula Bastos. Coordenadora de Sustentabilidade - SAMA.
11h Atração Cultural – Apresentação do Grupo Vitrola 4
11h -11h30 Pré-estréia do Curta metragem Marimbondo Amarelo - Direção: Amarildo Pessoa
14h – 18h Maratona Criativa – parte III
19h Apresentação do Resultado Final da 4ª Maratona de Criatividade Star Chic.
20h PALESTRA – Sustentabilidade faz parte do negócio. Com Ricardo Guidugli - Brasília e Marcelo Torres - São Paulo. Executivos do Banco Real.
22h - 22h30 - Encerramento - Atração cultural - Banda Versário.

Workshops
01) PROMOÇÃO DE EVENTOS – Ricardo Carnevale - César Transportes
02) FOTOGRAFIA DE MODA – Rogério Flori – Fotógrafo
03) VÍDEO SOCIAL – Luis Eduardo Jorge – Cineasta
04) ASSESSORIA DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO – Adrianne Vitoreli – Senac-GO
05) DE OLHO NO ATENDIMENTO – Cláudio Evaristo – N’OVO Marketing
06) O NEGÓCIO É EMPREENDER – Gustavo Maia – Jordão Publicidade
07) CRIATIVIDADE NO IN DESIGN – Alessandro Carrijo - AL Designers
08) MARKETING PESSOAL – Alexandre Lozi - Lozi Eventos
09) RESPONSABILIDADE SOCIAL E COMPORTAMENTO – Carlos Marsura - Dama Comunicação
10) PAPIETAGEM – Arte em papel maché – Artista plástica Simone Colossi

Inscrições na Coordenção do Curso de Publicidade e Propaganda - PUC Goiás.
Av. Fued Sebba, Jardim Goiás, Goiânia
Campus V - Ao lado do Estádio Serra Dourada
62.3946-3034

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Olhares de pertencimento: novos fotodocumentaristas sociais

Partindo do trabalho dos precursores do fotodocumentarismo de denúncia social como John Thomson, Jacob Riis e Lewis Hine, o artigo versa sobre modificações significativas que levaram a emergência de um novo fotodocumentarismo social: aquele resultante de projetos que utilizam a fotografia como elemento de inclusão social e visual. Abordando diferentes experiências no Brasil, o artigo pretende mostrar projetos que contribuem para a formação de fotodocumentaristas capazes de construir sua imagem e produzirem eles próprios as transformações de que a sua comunidade necessita.
Olhares de pertencimento: novos fotodocumentaristas sociais é de autoria da jornalista e fotógrafa Júlia Mariano, e contou com minha co-autoria e orientação, o artigo foi publicado na revista Discursos Fotográficos, v. 5, p. 214-228, 2009, do Programa de Pós-graduação - Mestrado em Comunicação Visual e Especialização em Fotografia e Imagem da Universidade Estadual de Londrina - UEL.
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1 – Introdução
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Importante instrumento para o registro de guerras no século XIX, o fotojornalismo já era desde o início um segmento de comunicação censurado pelo governo, que ao financiar a viagem de Roger Fenton à Guerra da Criméia deixou claro qual era o conteúdo da mensagem fotográfica que queria: aquela que não causasse preocupação nos parentes dos soldados que estavam a serviço da nação estadunidense.
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Paralelo ao fotojornalismo, surgiu a fotografia documental que se baseava na escolha e planejamento prévio do tema a ser abordado e utilizava narrativas fotográficas para contar histórias. No entanto, esse ramo da fotografia não mereceu o mesmo destaque pela imprensa da época que o fotojornalismo, que estava focado na fotografia de guerra. Com menos interesse e direcionamento editorial, muitos trabalhos fotodocumentais de etnografia, antropologia ou de transformação social não foram publicados na mídia e devido a isso, não chegaram ao conhecimento da população. Os primeiros indícios de fotodocumentarismo são as fotografias de viagens e de curiosidades etnográficas na documentação da conquista do Oeste, nos Estados Unidos.
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John Thomson foi o precursor da fotografia documental de cunho social, uma das primeiras vertentes do fotodocumentarismo, que retrata temas relacionados com o ser humano e com o seu ambiente, denunciando problemas que afetam a sociedade como a fome, conflitos étnicos e religiosos, desigualdades sociais e guerras. Propiciando que o mundo tomasse conhecimento dessas questões, a população podia agir e modificar a sociedade. Empenhado em modificar a realidade, Thomson publicou em 1862 Street Life in London ( A vida nas ruas de Londres), obra que incorporava fotografia e textos explicativos sobre os estilos de vida dos londrinos, buscando o amparo dos mais carentes pela camada social mais favorecida da sociedade.
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Jacob Riis e Lewis Hine são importantes representantes desse modelo de fotodocumentarismo por terem se empenhado em modificar realidades acometidas das mazelas sociais no final do século XIX e início do século XX. Suas fotografias eram meios de transformações pois se tratavam de denúncias que contribuíram para melhorias sociais. Eles deixavam transparecer nas suas imagens dor, sofrimento e condições desumanas de trabalho. Havia um propósito de intercessão por meio das fotografias, verdadeiros instrumentos provocadores de reflexões na sociedade.
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A popularização do fotodocumentarismo se deu por meio do surgimento das revistas ilustradas. Vu na França, Life nos EUA e O Cruzeiro no Brasil são exemplos desse tipo de mídia. “O sucesso desse modelo se deu graças ao enorme desejo de conhecer o outro, de saber como ele vive, o que pensa, como vê o mundo e com o que se importa” (SOUSA, 2004, p.55). Contudo, na maioria das vezes, não se via estampado nessas revistas trabalhos de denúncia social.
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2 – Transformações do fotodocumetarismo
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Após a geração de fotodocumentaristas de denúncia social atuante nas primeiras décadas do século XX, houve uma vertente de profissionais que abandonou a fotografia como meio de transformações sociais, e produziam suas imagens sem se preocupar com as mudanças que elas poderiam causar na sociedade. O surgimento das agências de notícias nas quais o fotógrafo precisava produzir um material que potencialmente tivesse um interesse de compra por parte dos jornais fez com que o profissional focasse suas atenções na fotografia como um produto final, diminuindo sua responsabilidade com as comunidades documentadas. Paralelo a isso, Lombardi (2008) diz que a falta de interesse pelas modificações sociais que o fotodocumentarismo poderia causar estava relacionado à ausência de efetivas transformações sociais causadas pelo impacto das fotografias.
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Segundo Boni (2008) somente no final do século XX, com uma nova geração de fotodocumetaristas, as modificações sociais que a fotografia poderia causar voltou a ser uma preocupação. Sebastião Salgado é um dos importantes nomes dessa vertente, tendo produzido trabalhos focando diferentes temas. O fim da Pólio é resultado de um trabalho realizado para a Campanha Mundial de Erradicação da Poliomielite, documentando vacinações na Somália, no Sudão, na Índia, no Congo e no Paquistão.
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Outro importante nome do fotodocumentarismo contemporâneo brasileiro é João Roberto Ripper. Responsável por importantes trabalhos de denúncia social, fotografou situações de trabalho escravo e trabalho infantil, condições degradantes de trabalho em carvoarias e desaldeamento de povos indígenas. Entre outras transformações, seu trabalho contribuiu para que inúmeras pessoas se livrassem do trabalho escravo e conseguissem tirar sua carteira de trabalho.

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O fotodocumentarismo social encontrou novas possibilidades com o advento do Terceiro Setor no Brasil no início dos anos 90, quando muitos projetos sociais de organizações não governamentais (ONGs) surgiram com propostas de uso da fotografia em diversas experiências. Sempre com o intuito de difundir a fotografia para um público maior, os projetos objetivam a valorização da auto-estima e a leitura crítica do mundo. Os primeiros projetos utilizavam a fotografia como instrumento de cidadania. Já no início do século XXI, a abordagem dos projetos passou a ser a educação visual como ferramenta de inclusão social (MENDES, 2008).
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O fotodocumentarismo contemporâneo sofre mudanças estruturais no seu modo de concepção e produção. Enquanto o arquétipo projeto documental estava preocupado em chamar a atenção para sujeitos particulares, frequentemente com o objetivo de fazer com que o público contribuísse para a mudança da situação social ou política vigente, o fotodocumentarismo contemporâneo coloca os “sujeitos particulares” como atores sociais: em vez de figurarem nas fotografias como meros expectadores de mudanças e receptores passivos de imagens produzidas pelo outro de classe , passam a ser documentaristas da sua realidade e transformadores sociais a partir do momento em que enxergam os problemas sociais que estavam acostumados a ignorar. Através da visualização das fotografias, são colocados os problemas e, a partir daí, pensadas as soluções.
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Uma parte importante da população é sistematicamente excluída da produção da própria imagem, sendo sempre e sistematicamente apresentada ao conjunto da sociedade sob o impacto da tragédia.
“Uma sociedade ou um grupo social quando abre mão de produzir a sua própria imagem está renunciando a si mesmo, e assim, começa a deixar de existir enquanto sociedade ou grupo social distinto. [...] esse abrir mão não significa deixar de produzir imagens, mas delegar a outrem a produção de sua própria imagem.” (GURAN 2008)
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Produzir e instigar a visualização de fotografias é trazer ao senso comum imagens que, embora cotidianas, não chegam a todos e, portanto, passam distantes da realidade de quem não as vivencia. Desse modo, além de diminuir a distância entre as comunidades, a fotografia tende a aproximar os olhares.
Muitos dos projetos sociais surgiram depois do fotodocumentarista tomar fotografias de determinada comunidade com o intuito de documentá-la e então perceber a possibilidade dos moradores produzirem um outro tipo de trabalho fotodocumental no qual não figura apenas a subjetividade de um único sujeito de outra classe social, portador do instrumento capaz de gerar imagens que possam mudar a realidade. Assim, esse novo fotodocumentarismo é composto de múltiplas vozes da comunidade, construído com olhar de sujeitos pertencentes à comunidade que está sendo retratada, sendo possível gerar um trabalho fotodocumental rico em identidade e com maior envolvimento entre fotógrafos e comunidade fotografada, fugindo das imagens estereotipadas que normalmente são veiculadas na mídia tradicional.
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Tem se tornado freqüente encontrar projetos que utilizam a fotografia em suas atividades e que trabalham paralelamente questões ligadas à cidadania, de maneira que o morador da comunidade tome consciência de seus direitos. Assim, além de produzir sua própria imagem baseado no direito à comunicação, perceber as modificações que a sua comunidade necessita, ele próprio pode reivindicar e originar as providências necessárias para o bom funcionamento do seu ambiente.
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A mídia tradicional fabrica notícias para seu público, mostrando as ações violentas e conflitos com a polícia, sem dar atenção às situações objetivas que as provocam (CHAMPAGNE, 1997). Regido pelo frescor da notícia, pela falta de tempo de apuração de fatos que geram os conflitos, por concursos fotográficos internacionais que premiam e enaltecem fotografias relacionadas à violência bélica e colhendo frutos editoriais, o fotojornalista acaba focando seu trabalho no factual e não tem no seu cotidiano a mesma intenção que os fotodocumentaristas tinham de provocar mudanças sociais.
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Fugindo do estereótipo das imagens dos fotojornalistas, que acabam gerando preconceito e mais marginalização, os jovens pertencentes a esses projetos sociais se apropriam da fotografia e elaboram trabalhos fotodocumentais, que desalienam sua imagem e constroem um trabalho coletivo de afirmação visual e identitária.
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3 – Projetos pelo Brasil
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A utilização de fotografia para inclusão social de crianças e jovens ganhou força com a exibição do documentário Born into Brothels: Calcutta’s red light kids (Nascidos em Bordéis) de Zana Briski e Ross Kauffman, . Durante o trabalho em Calcutá, Briski se instalou em um bordel para documentar o dia-a-dia das prostitutas e descobriu a possibilidade de trabalhar com as crianças, filhas dessas mulheres. Oficinas de fotografia foram ministradas e cada criança recebeu câmeras e filmes para registrar o seu cotidiano. É perceptível o envolvimento de Briski na tentativa de contribuir com a transformação da realidade dessas crianças.
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A partir dessa experiência, foi fundada a ONG Kids with cameras , tornando-se popular a utilização da fotografia em projetos de inclusão social. As fotografias tomadas pelas crianças participantes do projeto são vendidas e a verba gerada colabora para que o projeto continue a existir em outras comunidades, em vários países, além de ser aplicada na educação das crianças participantes.
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No Brasil, João Kulcsár coordena a ONG Alfabetização Visual , que desenvolve atividades com diversos grupos sociais em São Paulo. Entre os projetos está o Fotografia e Cidadania na Febem, que atendeu jovens internos e funcionários da instituição. O programa, baseado em princípios de alfabetização visual, consiste na habilidade de entender o sistema de representação, associado à possibilidade de expressão por meio da imagem. Oficinas de fotografias permearam discussões sobre redução da maioridade penal, prevenção do HIV e desarmamento.
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Em 2008, durante a Conferência Internacional Direitos Visíveis III: a Fotografia como Instrumento de Alfabetização Visual, realizada em São Paulo, Kulcsár apresentou o projeto de alfabetização visual com jovens deficientes visuais, desenvolvido em parceria com a Faculdade de Fotografia do Senac São Paulo. A apresentação contou com a participação dos monitores, alunos e do idealizador do projeto e com uma exposição fotográfica adaptada para que os deficientes visuais pudessem percebê-la utilizando outros sentidos, além da visão. Além de legendas em braile, fotografias com intervenções em alto relevo permitiam que a exposição se tornasse acessível aos deficientes visuais. Em uma nova fase do projeto que será realizada em 2009, os estudantes utilizarão a fotografia como meio de denúncia da falta de acessibilidade nas ruas de São Paulo.
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André François, em São Paulo, coordena a OSCIP ImageMagica que trabalha a transformação dos indivíduos por meio da percepção da comunidade que os rodeia. Ao promover oficinas de fotografia e aliar a elas o trabalho fotodocumental de François, a ONG produz trabalhos que se complementam , como o projeto Humanizando Relações , que utiliza a fotografia para promover a humanização dos ambientes de atendimento médico. Como resultado desse projeto, foram publicados os livros Cuidar: um documentário sobre a medicina humanizada no Brasil e A curva e o caminho com fotografias de François e o livro Humanizando Relações, cujas fotos são fruto das oficinas realizadas nos hospitais visitados por François e sua equipe, buscando o olhar das pessoas hospitalizadas. O projeto utilizou como feedback exposições fotográficas nos ambientes hospitalares e trouxe à tona a necessidade do cuidado como elemento fundamental de qualquer tratamento.

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Paralelo a esse trabalho realizado nacionalmente, a OSCIP desenvolve em São Paulo atividades em diversas comunidades e escolas utilizando a técnica pin hole para alfabetizar visualmente crianças e jovens com o objetivo de integrá-los à comunidade por meio da percepção gerada pela fotografia. A ImageMagica oferece ainda cursos profissionalizante de fotografia para jovens em situação de vulnerabilidade social, ex alunos ou participantes de outros projetos do Terceiro Setor.
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Criada em 2004 por João Ripper no Complexo da Maré, a Escola de Fotógrafos Populares Imagens do Povo inicia os jovens no mundo da fotografia, articula o ingresso deles no mercado de trabalho e busca formar documentaristas fotográficos capazes de registrar os espaços populares, resgatando a história das comunidades e estimulando a afirmação de uma identidade positiva desses espaços. Realiza ações nas esferas da educação e cultura com o objetivo de democratizar a linguagem fotográfica, utilizando a comunicação para garantia dos direitos humanos. A partir do momento em que esses jovens passam a ser estudantes de um curso profissionalizante e conseguem trabalho, divulgando novos olhares sobre a favela, a representação deles na comunidade muda, assim como a aceitação deles na sociedade. O projeto possui uma Agência de Imagens que comercializa o trabalho dos fotógrafos populares e mantém a Escola. Trabalhos já foram expostos em galerias consagradas como a do Centro Cultural Banco do Brasil, escoando o trabalho dos fotógrafos e dando visibilidade aos espaços populares.
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No Rio de Janeiro, a ONG Viva Rio é responsável por diversos projetos realizados em favelas. Um deles é o Viva Favela , que alia jornalistas e correspondentes comunitários na elaboração de um portal de notícias de várias favelas do Rio de Janeiro. Trabalhando o jornalismo comunitário, promove inclusão digital, democratização da informação e contribui para a redução da desigualdade social. Outro projeto é o Foto Favela , responsável pela produção e apresentação das fotografias desse projeto que objetiva mostrar favelas vivas, de forma humana e espontânea, abrindo também espaço para abordagem de problemas sociais. Os fotodocumentaristas, por estarem de fato inseridos nessas comunidades, são capazes de gerar ensaios fotográficos que retratam o cotidiano desses ambientes. Exibido nas comunidades, em galerias e centros culturais, o trabalho tornou-se internacionalmente conhecido ao ganhar o prêmio de estímulo à fotografia pelo Open Society Institute, em Nova York.

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O Portal Viva Favela disponibiliza matérias e fotografias produzidas por suas equipes nas favelas. Sendo fonte de pauta para outros meios de comunicação, ele é um importante espaço virtual de divulgação do material produzido, assim como o portal Foto Favela, no qual estão disponíveis diversas exposições coletivas, ensaios individuais e uma potencial agência de imagens (embora com o espaço reservado, permanece fora do ar). Uma parte do portal é aberta para exposição de trabalhos de fotodocumentaristas sociais que não são moradores da favela. Com isso, há possibilidade de apreciar, lado a lado, trabalhos de fotodocumentaristas renomados como André Cypriano e dos novos fotodocumentaristas, atores sociais, mostrando, cada um sob sua ótica, a realidade das favelas.
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Outra iniciativa que merece destaque é a da Associação FotoAtiva , que coordenada pelo fotógrafo Miguel Chikaoka, desenvolve trabalhos utilizando a técnica da fotografia pin hole e é responsável pela organização do Pin hole day (Dia da pin hole) no Brasil. O projeto mais conhecido, o Olhos d’Água, abordou com jovens as questões ambientais, promovendo debates sobre a importância e o uso da água. Porém, recentemente a atenção tem sido voltada para os trabalhadores do mercado popular e pescadores, focando o local de trabalho deles, o centro histórico patrimonial de Belém, resgatando a história e produzindo documentos. A Associação busca trabalhar sempre a fotografia sob o aspecto lúdico.
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Ponto recorrente em todos os projetos, a busca da identidade está relacionada com a tentativa de mostrar uma realidade ocultada pela mídia tradicional que acaba marginalizando ainda mais as pessoas que se encontram em situações excludentes da sociedade: seja os moradores da favela, os jovens internos da Febem,os deficientes físicos, os hospitalizados, entre outros. Tratam-se de tentativas de transmissão de uma nova imagem por meio de uma construção identitária coletiva de sujeitos inseridos nessas circunstâncias.
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4 – Reconhecimento e validade do trabalho
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A figura do fotógrafo documentarista social não está fadada ao desaparecimento. Pelo contrário: tende a se fortalecer com a descoberta de universos micros. A atividade sofre alterações de acordo com as necessidades do momento, quando sistemas de produção alternativos se configuram em projetos sociais para elaboração de documentos coletivos de afirmação visual, nos quais os sujeitos moradores das comunidades são colocados como narradores de suas próprias histórias, gerando movimentos de comunicação dentro das comunidades e promovendo o conhecimento delas.
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A mediação dos fotodocumentaristas é imprescindível para a transmissão de informações a esses jovens e para a circulação da voz desses sujeitos sociais que até há pouco tempo não podiam controlar sua própria representação. Além de orientar a produção das imagens, propõem discussões a respeito dos usos que podem ser feitos delas, das formas de escoamento dessas imagens e sobre as transformações visíveis e possíveis na sociedade.
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Embora Mendes (2008) duvide da validade das exposições fotográficas que veiculam a produção gerada pelos projetos, justificando que nelas não é ressaltado o processo de produção dessas imagens, é possível perceber um avanço na forma de divulgação e compartilhamento de informações. O projeto Esporte na Favela, realizado pelo Observatório de Favelas e pela Escola de Fotógrafos Populares e patrocinado pelo Ministério do Turismo, promoveu no Centro Cultural Banco do Brasil uma exposição que possibilitou, em um grande centro cultural, o acesso às imagens produzidas e um bate papo com os fotógrafos.
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Segundo Lucas (2008), hoje, “a conexão entre consciência crítica e transformação social depende do acesso às novas tecnologias de comunicação, da livre troca de idéias e do acesso permanente à informação”. A utilização de portais como forma de divulgação dos projetos permite veiculação de dados consistentes sobre os projetos, novidades, agenda de atividades e as fotografias produzidas. Com o advento de novas tecnologias e da inclusão digital, bancos de imagens e meios alternativos de comunicação estão abrindo novas possibilidades de divulgação desses trabalhos, que servem inclusive para pautar a mídia tradicional. Exemplo disso foi o diálogo conseguido entre a Escola de Fotógrafos Populares e o jornal O Globo, que concedeu à Escola o prêmio Gente que faz o Globo, além de destinar várias páginas do jornal à divulgação das fotografias.
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O debate acadêmico sobre processos pedagógicos, identidade, alfabetização visual e inclusão social tem sido gerado em eventos como a conferência Internacional Direitos Visíveis, que em 2008 realizou sua terceira edição em São Paulo, depois te ter ocorrido na Universidade de Harvard, nos EUA. O FotoRio , Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, também propõe discussões internacionais acerca dos diversos projetos de inclusão visual. Além disso, o projeto Imagens do Povo é parte do projeto sócio-pedagógico do Observatório de Favelas e conta com o reconhecimento da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma prova de que é possível a inserção da Universidade em espaços populares.
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Instituições como Unicef, Unesco, Furnas, Fundação Itaú Social e Petrobras são exemplos de empresas que fomentam projetos sociais que utilizam a fotografia como meio de conhecimento da comunidade e de inclusão social e visual. Graças a esses apoiadores, projetos como os citados neste artigo podem ser viabilizados e assim, além de tornar público “como vive a outra metade da sociedade”, fazendo referência a obra de Riis - How the other half lives, também eles podem construir e dar a conhecer a sua própria imagem, com o seu próprio olhar de agente morador e modificador da comunidade, com voz, conhecimento e meios técnicos para produzir sua própria imagem e transformar sua realidade.
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5- Considerações Finais
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As transformações sociais ocorridas no final do século XX e início do século XXI, que culminaram no advento do Terceiro Setor no Brasil, levaram a mudanças na forma de concepção e de produção do fotodocumantarismo de denúncia social. Sujeitos que de alguma forma são excluídos socialmente deixaram de serem apenas expectadores das imagens produzidas nos lugares nos quais eles estão inseridos e passaram a ser produtores de fotografias que retratam, sob uma ótica coletiva, esse ambiente.
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A produção de imagens leva a visualização de situações ocultadas pela rotina e faz com que questões sociais sejam encaradas, discutidas e problematizadas. Por meio de formas de comunicação alternativas, as fotografias realizadas nos projetos sociais chegam a locais onde a visibilidade confere valor a esse novo tipo de fotodocumentarismo social, por vezes permeado de denúncias. Esses fotodocumentaristas passam a ser percebidos de outra maneira pela sociedade, que confere valor ao cidadão produtor de informação e reconhece seu trabalho.
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Trabalhos acadêmicos, discussões entre estudiosos da área e apoio de Instituições de Ensino Superior dão credibilidade a essas iniciativas, que por meio de projetos de responsabilidade social de grandes empresas tornam viáveis essas ações de inclusão social e visual, trazendo novas responsabilidades para os tradicionais fotodocumentaristas de denúncia social.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BONI, Paulo César. O nascimento do fotodocumentarismo de denúncia social e seu uso como “meio” para transformações na sociedade, disponível em http://intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0475-1.pdf Acesso em: 20 mar. 2009.
CHAMPAGNE, Patrick. A visão midiática. In: BOURDIEU, Pierre. A miséria do mundo. 1ª ed. Petrópolis: 1997. p.747 p.693- 713.
DIREITOS VISÍVEIS 1, 2006, Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro São Paulo, Exposição Fotográfica- Direitos Visíveis: Fotografia com e para jovens. São Paulo, Editora Senac, 2006
GURAN, Milton, O olhar engajado: inclusão visual e cidadania. Disponível em http://www.studium.iar.unicamp.br/ Acesso em 20 mar. 2009
LOMBARDI, Katia Hallak, Documentário imaginário: reflexões sobre a fotografia documental contemporânea, Discursos Fotográficos. Londrina, vol 4, nº 4, 36 -58 UEL, 2008
LUCAS, Peter. Viva Favela: fotojornalismo, inclusão visual e direitos humanos. In: JUCÁ, Mayra. VivaFavela 1ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Olhares, 2008
MENDES, Ricardo. Fotografia e inclusão social: revendo experiências das últimas três décadas. Disponível em :
http://www.centrocultural.sp.gov.br/revista_dart/pdfs/dart12%20fotografia%20e%20inclus%E3o%20social.pdf. Acesso em: 20 mar. 2009.
NASCIDOS em Bordéis. Direção, Produção e Edição: Zana Briski e Ross Kauffman. India, EUA, 2004,1 DVD (85 min), DVD
SOUSA, Jorge Pedro. Uma história crítica do fotojornalismo ocidental. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2004.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Goiás festeja 120 anos de Cora Coralina

Fonte: Diário de Cuiabá

A cidade de Goiás (GO) está em festa desde ontem (19/08), para celebrar os 120 anos da poetisa Cora Coralina e os 20 anos do museu que leva o seu nome. Com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan e patrocínio do Ministério do Turismo, o Museu Casa de Cora Coralina promove uma série de eventos em homenagem a uma das maiores personalidades do estado de Goiás. Entre amanhã e o próximo domingo, exposições, espetáculos teatrais, um roteiro gastronômico e show com o cantor Zeca Baleiro animam a cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.
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O Festival Cora Viva Coralina foi aberto ontem a noite, com lançamentos de livros e shows musicais. Hoje será celebrada uma missa de ação de graças em homenagem aos 120 anos da poetisa e 20 anos do museu, na Igreja do Rosário. Já na sexta-feira, o Museu Casa de Cora Coralina será palco de um recital de poesias e degustação de doces. À noite, no Teatro São Joaquim, será apresentado o espetáculo "Flor de Beco", inspirado na obra de Cora e Monteiro Lobato. O sábado também terá atrações para todos os gostos. Destaque para a o espetáculo "Cora Coralina, Coração Encarnado", muito elogiado pela crítica e premiado pelo jornal O Globo em 2006.
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Programação
Fonte: O Popular
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QUINTA-FERA
6h30 ¤ Alvorada festiva com banda da PM no centro histórico
9 horas ¤ Roteiro Poético com alunos de escolas públicas
11 e 16 horas¤ Teatro de bonecos com o Grupo Cia Voar de Teatro, no quintal da Casa de Cora
19 horas¤ Missa festiva na Igreja do Rosário, com participação do Coral Solo¤ Apresentação da Banda da PM¤ Show com o cantor Marcelo Barra (Igreja do Rosário)¤ Partilha do Bolo do Vizinho (Dia do Vizinho)

SEXTA-FEIRA
9 e 14 horas¤ Continuação do Roteiro Poético (Centro Histórico)
16 horas¤ Recital de poemas, apresentação de artistas locais e degustação de doces no Museu Casa de Cora
19 horas¤ Mesa-redonda: Dentro e fora de Cora, A Natureza em Coralina (Auditório Brasilete Caiado – UEG)
21 horas¤ Espetáculo teatral infantil inspirado nos poemas e contos de Cora Coralina e Monteiro Lobato, com o Grupo Teatro do Inconsciente Flor do Beco (Teatro São Joaquim)

SÁBADO
9h - 12 horas ¤ Visita guiada pelo Museu Casa de Cora com apresentação de poemas pelo músico Daniel Melo
17 horas¤ Desfile de moda e bijuterias, apresentação de poesias e animação com o Grupo Raizeiros (Museu Casa de Cora)
19 horas¤ Lançamento, no Museu Casa de Cora, do livro Cora Coralina: Raízes de Aninha (Organizadores: Clovis Britto e Rita Elisa Seda)
21 horas¤ Apresentação da peça Cora Coralina, Coração Encarnado, com as atrizes Renata Roriz, Rita Elmor e Tereza Seiblitz (Teatro São Joaquim)
22 horas¤ Show com Zeca Baleiro (Praça de Eventos – Matadouro)

DOMINGO
10 horas¤ Apresentação de vídeos sobre Cora Coralina e peça infantil O Prato Azul Pombinho, com a atriz Tina Lopes (Teatro São Joaquim)

Caso do Vestido: Inspirações Drummondianas

Inspirados em texto de Carlos Drummond de Andrade alunos do curso de Publicidade e Propaganda da UCG realizam produções audiovisuais


Uma das atividades da disciplina Produção e Redação Publicitária para TV no primeiro semestre de 2209 foi a adaptação livre e realização de uma produção a partir do poema Caso do Vestido de Carlos Drummond de Andrade. Dentre as diversas versões apresentadas pelos alunos foram selecionadas três para serem exibidas no A Hora do Galo.
A criatividade pautou as produções, balanceando experimentação prática e conhecimento técnico a partir dos conceitos teóricos vistos em sala de aula.
Todos os trabalhos foram orientados por mim. Acredito que a atividade foi um bom início na vivência em produção audiovisual para os alunos de publicidade da UCG.
Aproveitando o ensejo, não poderia deixar de parabenizar o meu aluno Raphael Gustavo da Silva que teve seu roteiro selecionado no Concurso de Roteiros do Festcine - 2009 e receberá incentivo financeiro para produção.


Caso do Vestido: a outra versão da história

Produção: Córtex Publicidade

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Ademir Lima Jr
Carlos Augusto Teodoro
Cintya de Paula
Leonardo Massuda
Nayra Mota
Nayane Nascimento
Paulo Régis
Raphael Gustavo da Silva
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O Caso do Vestido
Produção: Habla! Comunicação Inteligente

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Enzo Bertran
Fábio Abreu
Lays Ferreira
Marcos Roberto do Carmo
Paulo Henrique Pinheiro
Quemuel Ribeiro
Stéfanie Cruz
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Caso do Vestido
Produção: Terra Comunicação

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Guilherme Pereira
Marcus Terra
Mariana Hoppe
Andressa Durante
Michelle Salomão
Jaqueline Rizzo
José Nunes

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

'O contador de histórias' revê vida de ex-menino de rua


Longa-metragem nacional estréia nesta sexta-feira (07.08).

Trama traz biografia de Roberto Carlos Ramos.




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A desastrosa política do menor no Brasil desde os anos 1970 é posta em foco neste filme de Luiz Villaça ("Por trás do pano" e "Cristina quer casar"), fixando-se na impressionante biografia de Roberto Carlos Ramos, uma rara história de um ex-menor de rua com final feliz. O filme entra em circuito nacional nesta sexta-feira (07.08).
Nascido nos anos 1970 em Belo Horizonte, Roberto era o caçula de uma família pobre com muitos filhos. Entregue à Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor) pela mãe, pessoa simples e ignorante que acreditava que ele teria um futuro melhor ali dentro, ele encarou o abandono e a violência, que no seu caso incluiu espancamentos, detenção em solitária e até estupro.

Analfabeto até os 13 anos, Roberto escapou deste quase sempre invencível círculo vicioso devido à intervenção de uma pedagoga francesa, Margherite Duvas (a atriz portuguesa Maria de Medeiros, de "O Xangô de Baker Street").
Graças a ela, estudou e conseguiu tornar-se, anos depois, um contador de histórias conhecido internacionalmente. Imitando a generosidade de sua protetora, ele mesmo adotou mais de 20 meninos - alguns que, como ele, já haviam sido tachados de "irrecuperáveis".


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Adaptação


Os três garotos que interpretam o protagonista - Marco Antônio Ribeiro, Paulinho Mendes e Cleiton Santos - dividiram o troféu de melhor ator no Festival de Paulínia 2009, onde o filme também ganhou um Prêmio Especial do Júri.
Pontuada de incidentes trágicos mas também engraçados, a biografia de Ramos sofreu diversas adaptações neste roteiro, escrito por quatro profissionais - além do diretor Villaça, também José Roberto Torero, Maurício Arruda e Mariana Verissimo.
Condensa, por exemplo, num único personagem, a pedagoga Pérola (Malu Galli, da minissérie de TV "Queridos amigos"), a figura de diversas outras educadoras que passaram pela vida do menino, no período em que entrava e saía da Febem.
Apesar disso, "O contador de histórias" incorpora também um elemento documental ao inserir a narração em off do próprio protagonista e em sua aparição, na sequência final.



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Narrativa


Um traço que alivia a narrativa é materializar as fantasias do menino - que são muitas e extremamente imaginativas - com o uso de animação e de recursos como música e figurino. Isto acontece, por exemplo, numa cena de assalto a banco em que os ladrões se vestem no estilo do grupo Jackson Five, ao som da música "Sá Marina", na voz de Wilson Simonal, recuperando também o clima dos anos 70.
Eventualmente, se pode ter a sensação em alguns momentos de que o comportamento da pedagoga é um tanto ingênuo - como na sequência em que um menor perigoso (Shady's Victor) entra em sua casa. Mas é importante lembrar que, além de estrangeira, vinda portanto de outra cultura, a história se passa há cerca de 30 anos. Por conta da inoperância das políticas para o menor no Brasil, infelizmente, a violência e criminalidade neste setor têm crescido de modo trágico.
Tal como aconteceu a Ramos, o filme começou a mudar a vida também de pelo menos um de seus atores-mirins, que nele estrearam. Paulinho Mendes, que o interpreta aos 13 anos, foi convidado a um estágio de atuação de seis meses no Grupo Galpão, de Belo Horizonte.


Ficha Técnica


Direção: Luiz Callaça
Produção: Francisco Ramalho Jr e Denise Fraga
Roteiro: Maurício Arruda, José Roberto Torero, Mariana Veríssimo, Luiz Villaça
Fotografia: Lauro Escorel
Montagem: Umberto Martins e Maria Altberg
Elenco: Maria de Medeiros, Malu Galli, Jú Colombo, Marco Antonio, Paulo Henrique, Cleiton dos Santos da Silva
Duração: 110 minutos
Ano de produção: 2009


terça-feira, 14 de julho de 2009

Festival de Gramado anuncia lista de filmes selecionados

Fonte: http://www.g1.com/

Os organizadores do Festival de Gramado anunciaram nesta terça-feira (14) a lista dos filmes selecionados para a 37ª edição do evento, que acontece entre 9 e 15 de agosto. Vão participar da disputa 11 longas-metragens, entre nacionais e estrangeiros, além de 25 curtas.

Cena de 'Corpos celestes', novo filme do diretor de 'Estômago'

Entre os destaques da competição estão "Corpos celestes", novo longa do diretor de "Estômago", Marcos Jorge, e "Em teu nome", de Paulo Nascimento, premiado em Gramado em 2007 por "Valsa para Bruno Stein". Completam a lista de longas brasileiros "Canção de Baal", de Helena Ignez, "Cildo", de Carlos Moura, "Corumbiara", de Vincent Carelli, e "Quase um tango", de Sérgio Silva.


Já a disputa de filmes estrangeiros traz o argentino "La proxima estación", do cineasta veterano Fernando Solanas, o peruano "La teta asustada", de Claudia Llosa, o uruguaio "Gigante", de Adrián Biniez, o colombiano "Nochebuena", de Maria Camila Loboguerrero, e outro argentino, "Lluvia", de Paula Hernandez.

O festival deste ano ainda vai homenagear o ator Reginaldo Faria, que receberá o troféu Oscarito, e o diretor Ruy Guerra, que será premiado com o Kikito de Cristal. O produtor Itacyr Rossi e o diretor de fotografia Ivo Czamansi também serão homenageados.
Confira abaixo a lista completa dos selecionados para o 37º Festival de Gramado.

LONGAS NACIONAIS:
"Canção de Baal", de Helena Ignez
"Cildo", de Carlos Moura
"Corpos celestes", de Marcos Jorge e Fernando Severo
"Corumbiara", de Vincent Carelli
"Em teu nome", de Paulo Nascimento
"Quase um tango", de Sérgio Silva


LONGAS ESTRANGEIROS:
"Gigante", de Adrián Biniez (Uruguai)
"La teta asustada", de Claudia Llosa (Peru)
"Lluvia", de Paula Hernandez (Argentina)
"La proxima estación", de Fernando Solanas (Argentina)
"Nochebuena", de Maria Camila Loboguerrero (Colômbia)

CURTAS NACIONAIS:
"O troco", de André Rolim
"Josué e o pé de macaxeira", de Diogo Veigas
" O teu sorriso", de Pedro Freire
"Teresa", de Paula Szutan e Renata Terra
"Pra inglês ver", de Vitor Granado e Robson Dias
"Em terra de cego", de João Boltshauser
"Doce amargo", de Rafael Primot
"Ernesto no país do futebol", de André Queiroz e Thaís Bologna
"Não me deixe em casa", de Daniel Aragão
"Olhos de ressaca", Petra Costa
"Quiropterofobia", de Fernando Mantelli
"Enciclopédia", de Bruno Gularte Barreto
"Livros no quintal", de Vinicius Cruxem
"Mapa-múndi", de Pedro Zimmermann
"De volta ao quarto 666", de Gustavo Spolidoro
"Jogo do osso", de Henrique de Freitas Lima
"Segura na mão de Deus", de Elisa Simczak Treuherz / William Linhaes
"Sobre um dia qualquer", de Leonardo Remor
"Groelândia", de Rafael Figueiredo
"Fogo", de Hique Montanari
"Aos pés", de Zeca Brito
"A princesa e o violinista", de Guto Bozzetti
"Do mesmo lado do muro", de Bruno Carvalho
"A invasão do Alegrete", de Diego Müller
"Palavra roubada", de Mirela Kruel

FORA DE COMPETIÇÃO:

Panorama do Cinema
"El viaje de Avelino", de Francis Estrada (Argentina)
"Em quadro", de Luiz Antônio Pilar (Brasil)
"Garapa", de José Padilha (Brasil)
"Inalmama, sagrada e profana", de Eduardo López Zavala (Bolívia / Venezuela)
"Morro do céu", de Gustavo Spolidoro (Brasil)
"Ruas da amargura", de Ruy Simões (Portugal)
"Tudo isto me parece um sonho", de Geraldo Sarno ( Brasil /Venezuela)

Música e Poesia
"Palavra encantada", de Helena Solberg
"Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar
"A geração 65", de Luci Alcântara "A árvore da música", de Otávio Juliano
"Um homem de moral", de Ricardo Dias
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

FestCine Goiânia movimenta o cenário cultural goianiense

A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia, realiza entre os dias 9 e 16 de novembro de 2009 o V Festival de Cinema Brasileiro, o FestCine Goiânia. Para este ano estão previsto prêmios na ordem de 150 mil reais

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia
http://www.festcinegoiania.com.br/2009/?id=home



A qualidade e o desenvolvimento do cinema e do áudio visual no Brasil e, em particular, em Goiânia, levaram a Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, a lançar em 2005 o Primeiro Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia – 1º FestCine Goiânia.

O FestCine Goiânia começa a sua história como o segundo festival não temático com maior premiação e entre a primeira edição e a segunda, a Prefeitura de Goiânia, inaugurou um Cinema Municipal, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, que abrigará o V FestCine Goiânia, que se realiza entre os dias 9 e 16 de novembro de 2009.

Paralelamente à Mostra Competitiva, que concorrem ficções e documentários nacionais, o FestCine Goiânia ainda promove uma Mostra Competitiva de Curta metragem (ficções, documentários e animações) de produtores goianos, Mostra de Vídeos Universitários e Mostra de Vídeos Caseiros.

O maior incentivo, entretanto é o Edital que seleciona roteiros para serem executados e exibidos durante a mostra.

Maiores informações podem ser obtidas no site: http://www.festcinegoiania.com.br/2009/ ou na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia, sito à Rua 84, n° 535 - Setor Sul - Cep: 74.080-400 - Goiânia – GO, Fones: (62) 3524-1712 - (62) 3524-1752

9º Goiânia Mostra Curtas recebe inscrições até agosto


Mídias portáteis é o tema da 9ª Goiânia Mostra Curtas, um dos maiores festivais de cinema de curta metragem do Brasil, lançado no dia 30 de junho, em Goiânia, GO. As inscrições de filmes e vídeos para a mostra competitiva permanecerão abertas até 20 de agosto, pelo site http://www.goianiamostracurtas.com.br/ . A 9ª Goiânia Mostra Curtas é uma realização do Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam) e está programada entre 06 e 11 de outubro de 2009, com o apoio da Lei Rouanet e Lei Goyazes, Fundo Nacional de Cultura - Secretaria Nacional do Audiovisual/MinC e SEBRAE-GO.

Segundo a diretora da 9ª Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla, o festival se mantém fiel aos pilares do projeto, calcados em democratização audiovisual, qualificação profissional e formação de público. Nos seis dias de festival, tradicionalmente, serão reunidos mais de 120 curtas metragens de todas as regiões do Brasil, abrindo em Goiânia uma das maiores janelas para exibição da produção audiovisual em todos os formatos. “O festival se interessa pelo fomento à produção, respeitando a cultura de cada Estado como elemento estético”, comenta Abdalla.

A diretora geral informa que a quantidade de filmes convidados, bem como a extensão da programação — também composta por oficinas, seminários, debates e encontros — depende da captação de recursos do projeto. “Para o empresariado, investir na Goiânia Mostra Curtas é como investir em seu próprio negócio porque é um projeto de grande impacto, que reúne cerca de 20 mil pessoas anualmente, com grande exposição da marca dos apoiadores”, garante.

Inscrições
O regulamento e formulário de inscrição para a 9ª Goiânia Mostra Curtas estará disponível a desde o dia 30 de junho em http://www.goianiamostracurtas.com.br/. São bem-vindas as produções audiovisuais de até 25 minutos de duração, executadas em 35mm, 16mm e vídeo, realizadas em 2008 e 2009. Os trabalhos selecionados concorrerão a prêmios de incentivo à produção (produtos e serviços), avaliados em torno de 60 mil reais, cedidos por empresas da indústria cinematográfica, que apóiam o festival. Ainda conforme o regulamento, a lista de curtas selecionados será divulgada até o dia 01 de setembro.


Mais informações: Larissa Mundim – zeroum comunicação (62 9968 1658)
Contato: 62 3218 3780 (Icumam)