sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre o escritor português José Saramago, aos 87 anos

Prêmio Nobel de Literatura estava em casa, em Lanzarota, nas Ilhas Canárias. Há suspeitas de que Saramago sofria de problemas respiratórios.

O escritor português José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa, em Lanzarota, nas Ilhas Canárias, nesta sexta-feira (18). Ele era um dos maiores nomes da literatura contemporânea e vencedor de um prêmio Nobel de Literatura no ano de 1998 e de um prêmio Camões - a mais importante condecoração da língua portuguesa.

O autor encontrava-se doente, de acordo com o editor dele, Zeferino Coelho. Há suspeitas de que Saramago sofria de problemas respiratórios.

Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora. Entre seus livros mais conhecidos estão "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A balsa de pedra" e "A viagem do elefante". "Ensaio sobre a cegueira" foi levado às telas em um produção hollywoodiana filmada pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles (de "Cidade de Deus") em 2008.

Veja, abaixo, uma lista de romances escritos por Saramago:


Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio Sobre a Cegueira, 1995
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009

Fonte: www.g1.com

Filme chinês leva 50 mil no XII FICA

(Hu Xiao de Jin Shu, China, 2009). Direção: Huaqing Jin. 50 min. Documentário.


Sinopse: Mais de vinte anos atrás, os resíduos eletrônicos do Japão, E.U.A., Austrália e outros países, foram transportados para uma pequena cidade chamada Fengjiang. Cerca de 50 mil trabalhadores migrantes das partes atingidas pela pobreza do centro-oeste da China formaram um exército de desmantelamento de resíduos eletrônicos. Eles decompoem e reciclam, com métodos primitivos, cerca de 2 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. O filme conta a história de familias de trabalhadores, Zhang e Qiu-xia, para sobreviver, escutando seus gemidos e suspiros. Eles trabalham duro para realizar seus sonhos, e vivem acompanhadas da doença, até a morte.


Veja os demais filmes premiados:
1º Grande prêmio Cora Coralina para o maior destaque - R$ 50 mil
Heavy Metal (China)



2º Troféu Carmo Bernardes (melhor longa-metragem) - R$ 35 mil
Efeito Reciclagem (Brasil- SP)



3º Troféu Jesco Von Putkamer (média-metragem) - R$ 25 mil
Caçando Capivara (Brasil - MG)


4º Troféu Acari Passos (curta-metragem) - R$ 25 mil
Recife Frio (Brasil-PE)



5º Troféu José Petrillo (melhor produção goiana) - R$ 40 mil
Sonho de Humanidade



6º Troféu João Bênnio (melhor produção goiana) - R$ 40 mil
Vida Seca



7º Premio Bernardo Élis (série de TV) - R$ 25 mil
Trazendo Vida ao Espaço (Dinamarca)



8º Troféu Gonzaga Soares (Júri Popular) - sem prêmio em dinheiro
Bananas! (Suécia)


9º Troféu Imprensa
Um Negócio Florescente

Melodrama, teorias do cinema e a civilização das imagens

Por Lisandro Nogueira e Luis Araujo*

“A civilização das imagens: o que resta do cinema?”. Isso quer dizer que não temos mais o cinema do modo como ele foi formulado ao longo do século 20? Pode ser considerado um modelo estético ultrapassado? Mas como explicar a permanência do melodrama como um gênero forte no cinema?

Eu respondo a esta mesma pergunta em pleno festival de Cannes e, evidentemente, o cinema, como indústria, comércio e prática social, se mantém muito bem. Cada ano traz a sua cota de filmes, e há alguns que são mesmo muito interessantes. Na minha idade, pode-se começar a pensar que não há muitas propostas de filmes bastante originais — e que, entre todos os filmes exibidos em Cannes este ano, os mais surpreendentes sejam talvez o de Jean-Luc Godard, um octogenário, e o de Manoel de Oliveira, um homem centenário. Mas isso não impede que o cinema continue a sua trajetória, conforme as mesmas fórmulas do século 20 — tudo pelo simples fato de que essas fórmulas são muito antigas, bem anteriores ao cinema, que não inventou grandes coisas no plano narrativo (nem mesmo o flashback, que é de origem literária).

Quanto aos “modelos estéticos”, eu não tenho muito a dizer. Após um século de filmes, é claro que existem vários modelos; o cinema clássico não se equivale ao cinema moderno, há vários momentos bem-sucedidos da vanguarda (incluindo as realizações do Brasil), mas, globalmente, o cinema não conheceu uma revolução igual àquela que foi, na pintura, a invenção da abstração. Hoje, como há cem anos, contam-se histórias mais ou menos verossímeis, mais ou menos fantásticas — sempre com a intenção de seduzir o destinatário, o que significa também que se respeita mais ou menos as velhas receitas dramáticas do pai Aristóteles.

A bem dizer, o melodrama não me parece exatamente um gênero, mas um tipo de narrativa que é fundado em torno da peripécia e que pode ser encontrado de um jeito ou de outro em todos os gêneros. O melodrama sempre existiu, e o cinema que nós chamamos de “clássico” não é outra coisa — até mesmo nas obras dos grandes diretores — do que uma coleção de melodramas.

O que é novo hoje em dia é o sentimento de sua proliferação, mas isso diz respeito, a bem dizer, mais à televisão do que ao cinema. Eu me permitiria observar aqui que um país como o seu, onde a principal rede de televisão transmite quatro telenovelas por dia e onde essas difusões têm recordes de audiência, pode-se certamente ter o sentimento de que o melodrama é o modo dominante de narrativas cinematográficas. Isso talvez seja menos evidente em outros países, onde a relação cinema/televisão/fluxo de internet é distribuída de forma diferente (na Europa, a televisão perdeu muito de sua audiência e de sua influência, ela não é mais principal mídia — é a internet que ocupa esse lugar atualmente).

Além disso, apesar de todos os defeitos evidentes (seu otimismo arraigado, sua superficialidade e, sobretudo, o fato de que ele repousa sobre a identificação do espectador com modelos fabricados), o melodrama — especialmente o melodrama de massa — tem virtudes educativas e políticas: depois de dez ou de quinze anos, muitos problemas sociais (as pessoas com necessidades especiais, as sexualidades, a crise do casamento etc.) foram abordados bastante e com eficácia por esse viés. Diante disso, pode-se de fato reclamar do melodrama?

O seu livro A Imagem tornou-se um clássico entre professores e estudantes de cinema e audiovisual no Brasil. Quais os motivos para essa obra ser tão importante e rivalizar inclusive com as Letras?

Não cabe a mim dizer se esse livro é “importante”. Com efeito, sei que ele fez sucesso nos países onde foi traduzido, e por uma razão simples: trata-se de um panorama que dá acesso rapidamente a diversas questões diferentes e que procura não tirar partido muito claramente de uma aproximação teórica determinada.

Dito isso, é um livro muito envelhecido. Escrito há vinte anos, ele não dá conta das grandes novidades destes dois últimos decênios: os dados numéricos, a internet, o desenvolvimento das obras com imagens em movimento na arte contemporânea etc. Ao contrário, certas aproximações que o livro apresenta são hoje totalmente ultrapassadas e de interesse reduzido (penso particularmente em tudo que se origina da Semiologia de inspiração linguística, da Psicanálise, da crítica ideológica de teor marxista).

Por causa disso, preparei uma edição totalmente nova, que reequilibra as coisas e contempla, além das subversões sociológicas a respeito da imagem, as mudanças sofridas na paisagem teórica. É impossível hoje em dia ignorar, por exemplo, a Antropologia da Imagem de Hans Belting, os desenvolvimentos da filosofia do “figural”, de Gilles Deleuze a Georges Didi-Huberman, o problema do médium e aquele da matéria da imagem etc. Essa nova edição (que deverá ser lançada no final deste ano) deverá assim, expressamente, dar conta também da dimensão histórica, lamentavelmente ausente na primeira edição.

Quando se fala na preponderância da imagem nos dias atuais, sempre é citado o livro de Guy Debord sobre a “sociedade do espetáculo”: as imagens como um suporte desse espetáculo. O senhor concorda com as teses de Debord?

Eu não estou totalmente convencido de que a imagem ocupe um lugar preponderante, como você afirma. A verdade é que, jamais na história da humanidade, nunca tantas imagens tornaram-se facilmente tão acessíveis, e os seres humanos nunca viram, como agora, tantas imagens em sua vida. Isso, aliás, representa um duplo corte: a avalanche de imagens tem como consequência, provavelmente, a redução de parte de sua força (sensacional e ideal); porém, de outro lado, os “consumidores” de imagens nunca estiveram tão bem informados sobre o que é uma imagem e também tão conscientes de seus poderes e limites. Ainda, o uso atual das imagens não me parece mais enganador ou perigoso do que foi nos séculos 19 e 20.

No que se refere às teses de Guy Debord, parece-me que elas guardam um caráter profundamente histórico e datado. Certamente, pode-se ter a impressão de que a espetacularização é ainda amplificada por essa proliferação das imagens; no entanto, no que me concerne, sou mais sensível aos efeitos de conhecimento que os meios de difusão do saber baseados na imagem provocam, numa escala muito ampla e em todas as camadas da sociedade. Todas as pessoas hoje em dia conduzem uma parte da sua vida sob a forma de imagem (com o YouTube ou o Facebook), e elas têm clareza disso. O mundo político é apenas uma grande cena de teatro — e a maioria das pessoas tem consciência disso também (no fundo, é o triunfo de Debord, cujas teses tornaram-se quase evidentes...).

Glauber Rocha é um dos principais cineastas do Brasil. No seu livro sobre os cineastas teóricos, o senhor faz referência à sua obra. Qual a importância dele para a “teoria dos cineastas”?

É um pouco paradoxal apresentar Glauber Rocha como um teórico. Seu lugar na história do cinema deve-se evidentemente, antes de tudo, aos seus filmes, que são formidáveis. Glauber pertenceu a um movimento (o Cinema Novo) e a uma geração que tinha justamente vinte anos antes de 1968, e, tanto num caso como no outro, isso pode ser lido em sua obra. Entretanto, ele foi sobretudo um poeta — ou seja, uma personalidade inclassificável, que soube impor tanto as suas idiossincrasias quanto as suas invenções. Desse ponto de vista, ele é contemporâneo de Carmelo Bene (para quem ofereceu um pequeno papel em Claro), de Werner Schroeter e de Melvin van Peebles, de Sweet Sweetback. Ao mesmo tempo, não há filmes mais políticos do que os seus — até o último, A Idade da Terra, que deveria certamente ser projetado em todos os festivais de filmes ecológicos...

Se eu o coloquei entre os cineastas teóricos foi, paradoxalmente, porque ele teria recusado ser rotulado dessa maneira, eu creio. Sua reflexão ideológica e política sobre o cinema é que é interessante, sendo suficientemente cavada para atingir uma verdadeira força teórica. O que é apaixonante em sua obra — e que eu faço somente aflorar no meu livro — é a contradição motriz entre a recusa do estético pelo estético (aquilo que é denominado, de forma zombeteira, de eztetyk) e o desenvolvimento de um estilo extremamente pessoal e expressivo em seus filmes. Há ainda em sua obra a crença na possibilidade de exposição imediata de um fundamento político ( a “estética da fome”) pelo estilo — o que lhe permite aliás procurar modelos tanto em Eisenstein quanto em Rossellini, seu contrário — e isso, sem dúvida, continua sendo uma intuição muito provocante.

Para concluir, é ainda possível dizer alguma coisa relevante sobre um festival temático que coloca em evidência os problemas ambientais?

Sobre esse assunto, eu gostaria de responder depois, no fim do festival — quando teria aprendido como os cineastas, hoje, abordam um tema societário e histórico de grande envergadura. A questão é evidentemente sempre a mesma: a questão da ação possível de uma obra do espírito (um filme, por exemplo). No que me diz respeito, eu sou francamente otimista quanto a esse assunto e creio muito no efeito das obras — porém, muitas vezes, de maneira indireta e nem sempre de modo muito previsível... Além disso, minha velha educação “baziniana” leva-me sempre a acreditar que um filme age tanto pela sua forma quanto pelo seu discurso explícito: o “meio ambiente” parece-me um domínio idealmente acessível ao cinema, se este último não pretender substituir outros tipos de reflexões, mais abstratas. Eu espero, pois, desse festival algo que seja muito concreto.

* Lisandro Nogueira é prof. de cinema na UFG e Luis Araujo é escritor e prof. da UFG.Publicada em O Popular em 10 de junho de 2010.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Alunos da PUC Goiás são premiados no VII PUTZ em Curitiba

O curta metragem "Trash Killer" foi premiado como melhor filme na mostra Trash do VII PUTZ



O filme conta com a participação, dos meus ex-alunos, Raphael Gustavo da Silva (Roteiro e Direção), Paulo Régis Moreira Lopes (Produção) e Danilo Kamenach (Elenco), do curso de Publicidade e Propaganda, e Carolina Kellen de Oliveira (Produção) do curso de Biologia da PUC Goiás.


MOSTRA COMPETITIVA TRASH

1º lugar
Trash Killer, de Raphael Gustavo da Silva
Instituição: PUC/ GO

2º lugar
Você acredita em Curupira?, de Marcus Guio
Instituição: Anhembi Morumby/ SP

3º lugar
A cozinha de Gomorra, de Márcia Regina Galvan Campos
Instituição: FAP/ PR

Fórum discute rumos da produção para TV

Painel de abertura discutiu os prós e contras do investimento em produções locais


O debate entre a utilização de produções originais e a compra de programas e formatos internacionais foi o tema do painel de abertura do 11° Fórum Brasil de Mercado Internacional de Televisão, realizado na manhã desta quarta-feira 16. O evento acontece até a quinta-feira 17, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.


A exposição inicial teve a participação de Ricardo Scalamandré, da TV Globo, Marcel Vinay, da Comarex, Daniela Busoli, da Endemol, e Alejandra Escribano, da Televisión Nacional de Chile. Alejandra abriu o painel com a apresentação do case de renovação do horário nobre da programação da emissora chilena, que uniu a produção local à criação de roteiros e a utilização de formatos internacionais.

"A produção local sempre foi e sempre será a chave do sucesso de uma programação. O que está mudando isso? Os custos. Produzir está muito mais barato", analisou Scalamandré, que em 2009 viu as vendas das produções da Globo para o mercado internacional cair 3% em volume de horas. "A mescla de produções locais, co-produções e a compra de produtos é o futuro (para o negócio das emissoras)."

Daniela aproveitou o gancho para comparar as realidades de Brasil e Argentina no setor audiovisual. Para ela, os custos mais baratos para se produzir na Argentina é um dos principais entraves para o desenvolvimento de um pólo com distribuição internacional no Brasil. "Pensar em como tornar esses custos mais baratos é um dos grandes desafios (da indústria brasileira). Isso ajuda a fazer com que a produção brasileira seja mal explorada. Mas estamos começando um trabalho para mudar essa realidade", afirmou.

Para e executiva da Endemol, formatos de reality shows e game shows globais são os mais adequados a serem explorados comercialmente em diferentes regiões do mundo. "São mais fáceis de serem adaptados (às culturas locais) e custam menos", justificou. "Cultura e custos são barreiras enormes para as séries, por exemplo."

Já na opinião de Vinay, que trabalha com a representação e comercialização de formatos e programas, diz que conteúdos dramáticos têm uma aceitação maior no mercado internacional do que as comédias, que carecem de um maior contexto local. "Isso só não se aplica às crianças. No conteúdo infantil, as comédias são mais universais do que para os adultos", comparou.

Próximo do encerramento, Daniela enfatizou que a multiplicação das plataformas e a segmentação dos conteúdos têm colaborado para a escassez do que chamou de grandes hits audiovisuais globais.

"Big Brother foi um divisor de águas, sem dúvida. Mas há tempos não temos um múltiplo sucesso em diferentes países", disse. "Hoje não há um formato ou conteúdo que esteja, digamos, bombando. Está tudo mais voltado para nichos, mais pulverizado."


Mais informações: http://www.forumbrasiltv.com.br/
Fonte: http://www.mmonline.com.br

quarta-feira, 9 de junho de 2010

FICA abre suas portas para o mundo com muitas gafes

A abertura oficial da 12ª edição do FICA foi um vexame. Após um atraso de quase uma hora a solenidade foi iniciada por apresentadores que usavam um figurino ainda não identificado pela platéia que participou do evento. Uma mistura de moda anos 80, com estilo extraterrestre, regada a muito mau gosto.

Esta edição do FICA foi dedicada, muito merecidamente, ao artista plástico Antônio Poteiro, falecido ontem. O governador do Estado de Goiás, Alcides Rodrigues, brindou a platéia titulando Poteiro como arquiteto, para igualá-lo a um arquiteto de fato falecido aqui em Goiás recentemente. Como se Poteiro precisasse ser igualado a alguém, logo ele que é inigualável. Essa foi uma de muitas "pérolas" lançadas pelo governador ao público.

A presidente da AGEPEL, com uma emoção contida, fez um discurso de despedida e agradecimentos, já que sua gestão frente a agência de cultura está próxima ao fim com o término do mandato em dezembro desse ano.

Quando pensava no que escrever em meu blog e na falta absurda de assunto gerada pela abertura do festival, fui convidado para um receptivo nos jardins do Palácio Conde dos Arcos.
Assim que cheguei lá, respirei fundo e disse: O FICA começou agora!
Boa música, gente interessante, agora sim, falando e um cardápio fabuloso: deliciosa Chica Doida (um tipo de pamonha cozida), Risoto com ingredientes regionais (frango, pequi, linguiça e guariroba), Empadão Goiano, Bacalhoada e alguns outros quitutes. Realmente estava delicioso. Finalmente o governador acertou alguma coisa.

Em breves palavras, foi assim o ponta pé inicial do 12º FICA, e a noite se prolongou no tradicional Morro do Macaco Molhado.