13 horas atrás
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Roma enchergará o Xingu pelas lentes de Rosa Berardo
A Bienal de Arte Internacional de Roma terá participação goiana. Rosa Berardo, professora da Faculdade de Artes Visuais da UFG foi selecionada para expor 10 obras. A abertura do evento será dia 16 de janeiro e, além da artista, fotografias de outros 11 brasileiros também serão expostas. De acordo com Rosa Berardo, o convite para a participação partiu dos curadores da Bienal de Roma e o acervo participante será o Xingu, que possui no total mais de 15 mil fotos, registradas entre os anos de 1985 e 1992. Esse conjunto de obras registra a memória visual das tribos do Parque Nacional do Xingu. As fotos mostram, por exemplo, o dia-a-dia das comunidades, a interação com a natureza, a infância indígena e o impacto da entrada do elemento cultural ocidental. O acervo já viajou para países como Canadá, Portugal, Paraguai e França, onde foi exposto no Museu do Homem. Além disso, as fotografias foram publicadas por revistas de renome como a National Geographic, Geo, Photo & Camera, Fotografe Melhor, e Correio, da UNESCO.
A professora informou que o interesse na cultura indígena começou na graduação em Jornalismo na UFG. Durante um estágio, ela teve contato com obras do alemão GescoVon Putkamer, também focadas na cultura indígena. “Esse acervo é relevante porque mostra a fotografia como arte e, principalmente, a representação das minorias culturais brasileiras.”, argumentou Rosa Berardo. Assim, Xingu não possui finalidade comercial, e sim, somente artística e antropológica.
Rosa Berardo também possui vários acervos internacionais de lugares como Índia, Tibet, Himalaia, Antártica, Peru, e nacionais como Floresta Amazônia e Santa Cruz de Goiás, onde registrou as cavalhadas locais. Ela também possui documentários na área de manifestação da cultura regional, gênero e raça. É professora do mestrado em Cultura Visual e da graduação em Artes Visuais da UFG, professora convidada em universidades da França, Canadá e Marrocos, e presidente da Associação Brasileira de Estudos Canadenses (Abecan).
Fonte: Ascom/UFG
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Saudades do Tom
No último dia 8 de dezembro completaram-se 15 anos sem Antônio Carlos Brasileiro Jobim. É consenso entre todos que apreciam a boa música popular brasileira que Tom é o grande expoente dos últimos 50 anos no cenário musical brasieliro.
O maestro conseguiu unir o popular e o clássico com um requinte musical invejável. Com estilo sofisticado colocou em um novo patamar a música brasileira. Em 1967 Frank Sinatra convidou o músico brasileiro para gravar com ele um disco com suas cações.
Conhecido como o Papa da Bossa Nova, Jobim foi responsável pelo refinamento da música popular no Brasil e a principal influência de grandes nomes como: Edu Lobo, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso.
Amante da natureza, a temática ecológica é recorrente em suas canções, clique no link abaixo e ouça uma das cações de Tom.
Tantos anos após sua morte, sua música continua atual, afinal de contas é uma música imortal. Assim como diz Ruy Castro, crítico musical e amante da Bossa Nova, "sua memória é onipresente e é como se ele estivesse mais vivo do que nunca".
A Globo News produziu uma reportagem especial sobre os 15 sem Tom Jobim, veja o vídeo clicando no link abaixo.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
UM ANO BOM!
PRESERVE A NATUREZA PROTEJA O PLANETA ECONOMIZE ÁGUA CUIDE DO AR DESPOLUA PROTEJA AS BALEIAS PROTEJA A MATA ATLÂNTICA PROTEJA A AMAZÔNIA SALVE OS PANDAS SALVE A ONÇA PINTADA PROTEJA O MICO-LEÃO-DOURADO PROTEJA A ARARA AZUL PROTEJA A FAUNA PENSE NO TIBET PENSE NA CHINA AJUDE A ÁFRICA PENSE NA ANGELINA JOLIE DOE SANGUE MANTENHA A CIDADE LIMPA SELECIONE O LIXO ECONOMIZE ENERGIA USE TRANSPORTE COLETIVO ANDE DE BICICLETA USE CINTO DE SEGURANÇA PROTEJA-SE USE CAMISINHA FAÇA SEXO LAVE BEM AS MÃOS COMA ARROZ INTEGRAL CONSUMA CONSCIENTE PREFIRA ALIMENTOS ORGÂNICOS FAÇA CHECK-UP SALTE DE PARAQUEDAS APRENDA SURF RESPIRE BEM USE PROTETOR SOLAR TOME CAFÉ COM UM AMIGO COMBATA A DESIGUALDADE ADOTE UM ANIMAL RECICLE COMBATA A POBREZA ACEITE AS DIFERENÇAS PLANTE UMA ÁRVORE PLANTE VÁRIAS CUIDE DA CASA CUIDE DO JARDIM REVISE O CARRO INVISTA EM CIÊNCIA INVISTA EM ARTE SEJA OTIMISTA RENOVE RENOVE-SE CORTE O CABELO ADOTE UMA CRIANÇA TENHA UM FILHO ADOTE UM ATLETA FAÇA ESPORTE AUXILIE OS IDOSOS PENSE NOS LOUCOS CAMINHE OBSERVE O MUNDO OLHE PARA O CÉU OLHE PARA O HORIZONTE OLHE PARA SI MESMO LEMBRE-SE DE DEUS FOTOGRAFE FILME ESTABELEÇA PRIORIDADES VÁ AO CINEMA VÁ AO TEATRO VISITE UM MUSEU OUÇA BOSSA NOVA DÊ UM ABRAÇO TIRE FÉRIAS DIGA BOM DIA ESCREVA UM LIVRO CUIDE DO CORAÇÃO MEDITE FAÇA YOGA MUDE O GUARDA-ROUPAS VIAJE FAÇA XIXI NO BANHO NAVEGUE VIVA O PRESENTE PRATIQUE KAMA SUTRA ADQUIRA CONHECIMENTO PENSE NO NOVO PENSE NO VELHO SEJA INOVADOR LIGUE PARA OS AMIGOS LIGUE PARA O PAI LIGUE PARA A MÃE DEGUSTE OS ALIMENTOS COMA PEIXE BEBA ÁGUA BEBA LEITE BEBA VINHO BEBA CERVEJA BEBA COM MODERAÇÃO VÁ AO SAMBA SEJA HUMANO SEJA MAIS HUMANO CANTE PARABÉNS À VOCÊ FAÇA SUAS ESCOLHAS TENHA CONSCIÊNCIA CHORE SORRIA FAÇA MÚSICA OUÇA MÚSICA CANTE DANCE CRIE FAÇA SILÊNCIO SEJA PACIENTE ESTUDE ESCUTE DÊ CONSELHOS LEIA SONHE PARE PENSE OUSE AME AS MULHERES E CONSULTE SEMPRE UM PUBLICITÁRIO. [WILLY BIONDANI com adaptações] UM ANO NOVO MUITO FELIZ! GRANDE ABRAÇO MARCELO COSTA.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Imagens de síntese: o limite do real. Avatar, a nova e tecnológica produção de James Cameron
Diretor de Titanic retorna com a superprodução Avatar. Longa-metragem é aventura de ficção científica com orçamento mais caro da história de cinema
Tem se tornado lugar-comum no cinema norte-americano que o orçamento de um filme faça parte das manchetes sobre a produção, mas, no caso de Avatar, que tem pré-estreia nacional hoje, os números são realmente impressionantes: com um custo estimado em US$ 500 milhões de dólares, o longa-metragem é o mais caro da história do cinema. O filme marca o retorno, depois de 12 anos, de James Cameron à telona. Seu último filme foi Titanic, fenômeno que teve um faturamento de cerca de US$ 2 bilhões, a maior bilheteria de todos os tempos.
Seu novo trabalho é uma ficção científica feita com tecnologia digital revolucionária, elevando a computação gráfica a efeitos até então nunca vistos, com atores reais servindo de base para criaturas virtuais. As sessões de pré-estreia começam hoje em algumas salas a partir das 20 horas e entram normalmente em cartaz amanhã, ocupando cerca de 600 salas no País.
Na trama, os seres humanos estão de olho num planeta chamado Pandora, cujos habitantes são seres azuis, meio homens meio elfos, com alguns poderes especiais. Pandora tem em seu subsolo enormes quantidades de uma substância que é fundamental para a sobrevivência da humanidade e por isso os terráqueos dedicam-se a monitorar os habitantes do planeta. Nesta espécie de guerra, os humanos criam um tipo diferente de espião para poder descobrir as fontes de energia de Pandora: graças a experiências genéticas, cientistas conseguem misturar o DNA humano ao das criaturas que querem dominar, um híbrido batizado como avatar.
Os humanos montam uma colônia de ocupação em Pandora, mas precisam se infiltrar entre eles – daí a importância estratégica dos avatares. O conflito da narrativa se instala quando um desses avatares, ao conhecer de perto os alienígenas azuis, reconhece os valores desta civilização e passa a questionar a atitude predatória dos próprios humanos. Trata-se de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval que ficou preso a uma cadeira de rodas e aceita participar da experiência de ser um avatar, sem imaginar o universo de maravilhas, descobertas e perigos que viria pela frente.
O objetivo dos humanos é explorar o minério raro unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal.
Metáfora
Na estreia do filme em Londres na semana passada, o diretor declarou à imprensa que a história pode ser compreendida como uma metáfora sobre como a humanidade trata o planeta e sobre o futuro que nos espera. Em Avatar, que se passa no século 22, a Terra enfrenta uma crise energética que coloca em risco a sobrevivência de nossa própria espécie.
“É uma metáfora, não tão politizada como alguns gostariam, sobre como tratamos nossos recursos naturais”, disse o cineasta. “É como se disséssemos: estamos aqui, somos grandes, temos as armas, a tecnologia, o cérebro; e podemos fazer o que quisermos deste planeta, mas não funciona assim e vamos descobrir isto da pior forma se não refletirmos e buscarmos uma vida de equilíbrio com os ciclos naturais da vida na Terra.”
CLIQUE AQUI E ASSISTA AO TRAILER
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Avatar: EUA/2009
Direção: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Lola Herrera e Joel David Moore
Cines: Cinemark 8, SR Flamboyant 4, SR Flamboyant 2, SR Flamboyant 7, SR Goiânia 4 e 5, Buriti 5 e 2
Por Rute Geudes - O Popular - Magazine - 17.12.09
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A Cruz do Anhanguera
Por José Mendonça Teles*
O Popular - Magazine - 16.12.2009
O Popular - Magazine - 16.12.2009
Primeiro, uma historinha: Luís do Couto, pai da renomada artista plástica Goiandira do Couto, que nasceu na cidade de Goiás em 1884 e lá faleceu em 1948, era juiz de Direito em Catalão no ano de 1917, e como a obrigação de juiz é ler processo e julgar, imagino que um dia, com o saco cheio dessas pendengas jurídicas, deu um basta: – Chega, gente, estou cansado, durante uma semana vou fazer o que mais gosto, poesia e caminhar. E olha que o nosso personagem já era autor de dois livros de poemas, Violetas (1904) e Lilazes (1913), portanto, bem respeitado na cidade não só pela sua função judicante, mas pelos dons literários.
Naquele tempo, Catalão era conhecida como a “Atenas de Goiás”, antes da chegada de um engraçadinho que contestou: – Catalão? É apenas Goiás! Mas isso é outra história, vamos ao que interessa: e o poeta Luís do Couto saiu a caminhar. “Vou buscar a rota do Anhanguera”, disse e, convidando alguns amigos para acompanhá-lo, pôs o pé na estrada.
Depois de andar bastante e já consciente de que estava no mesmo caminho do bandeirante, Luís do Couto e companheiros pararam às margens de um ribeirão para pegar o “boião”. Descansado, o poeta começou a perambular por ali, quando viu um pedaço de aroeira, lavrada, já carcomida pelos anos, no meio de uma saroba. Achou estranho, pois naquele deserto goiano aroeira trabalhada era peça rara. Aguçando a curiosidade, andou mais um pouco e viu, entre árvores altas, outro pedaço de aroeira, também lavrada e danificada, desta feita fincada no chão. Estava decifrado o teorema: os dois pedaços de aroeira formavam a cruz do Anhanguera, deduziu o poeta, depois de decifrar, com dificuldade, a inscrição, quase apagada, de “1722”.
Conhecedor da história de Goiás, sabia o poeta que Bartolomeu Bueno saíra de São Paulo, em direção a Goiás, acompanhado de 200 homens, entre eles os sacerdotes George (beneditino) e frei Cosme (franciscano), que cuidaram da parte espiritual da tropa. Retornando da excursão, Luís do Couto comunicou às autoridades o seu achado e a notícia correu o País. Chegou aos ouvidos do governador (naquele tempo era presidente) de São Paulo, que se achou no direito de reivindicar a cruz para o seu Estado: – A cruz é nossa, mande-a imediatamente, telegrafou ao presidente de Goiás, Olegário Pinto.
Os goianos reagiram dizendo não, e Luís do Couto a levou para Ipameri e de lá a transportou para a cidade de Goiás, onde foi erigido, por iniciativa do poder público e de escritores, entre eles Americano do Brasil e Joaquim Bonifácio de Siqueira, o monumento que ficou conhecido como a Cruz do Anhanguera, no mesmo local onde existira a Igreja da Lapa, levada pela enchente de 1839.
Terminada a historinha da cruz do Anhanguera e seu benfeitor, o juiz-poeta Luiz do Couto, homenageio nesta crônica a notável amiga, amigona de paixão apaixonada, a universal pintora das areias Goiandira do Couto, filha de Luiz do Couto, que na altura de seus 90 e tantos anos representa o símbolo maior do patrimônio cultural vilaboense.
* José Mendonça Teles é escritor e historiador goiano.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A comunidade científica mundial perde Lévi-Strauss
Morre aos 100 anos o antropólogo francês Lévi-Straus, ele deixa um legado intelectual incomensurável para a humanidade
O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que conviveu com tribos indígenas do Mato Grosso e da Amazônia, faleceu na madrugada do último domingo (01/11) aos 100 anos de idade, informou nesta terça-feira um porta-voz da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de Paris.
Lévi-Strauss era considerado o maior intelectual francês vivo. Ele exerceu uma importante influência sobre as ciências humanas na segunda metade do século 20.
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, o antropólogo foi um dos fundadores do chamado pensamento estruturalista, segundo o qual os processos sociais são originários de estruturas fundamentais que são frequentemente não-conscientes.
Professor honorário do Collège de France, que reúne os grandes intelectuais do país, e único membro centenário da Academia Francesa de Letras, Lévi-Strauss foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo de 1935 a 1938.
Brasil
Segundo o próprio Lévi-Strauss, foi esse convite para lecionar no Brasil que inspirou sua vocação para a etnografia - o estudo descritivo das sociedades humanas.
De 1935 a 1939, ele organizou e dirigiu várias missões de estudos de tribos indígenas no Mato Grosso e na Amazônia.
Em 1955, ele publicou Tristes Trópicos, sua obra mais famosa, que o tornou conhecido no mundo todo.
O livro mistura lembranças de viagens, meditações filosóficas e relatos de seus encontros com os índios brasileiros, o elemento central da obra.
A obra científica de Lévi-Strauss, desde seus primeiros trabalhos sobre os índios no Brasil, foi reconhecida internacionalmente. Ele renovou os estudos dos fenômenos sociais e culturais, principalmente dos mitos.
No ano passado, o Museu do Quai Branly, em Paris, realizou um evento para celebrar o centenário de Lévi-Strauss com leituras de suas obras e documentários sobre sua vida, além de fotografias e exposições de objetos das diferentes populações estudadas pelo antropólogo.
Lévi-Strauss sofria de mal de Parkinson e completaria 101 anos no próximo dia 28.
Fonte: BBC Brasil
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