quinta-feira, 22 de julho de 2010

Diário Portenho - 22 de julho

Buenas Noches!

O dia em Buenos Aires foi cheio.
Brasília continua sendo mais altiva como cidade e mais impressionante.
A capital da Argentina é bela por possuir edificações centenárias, outras em art noveau e algumas ainda com arquitetura colonial.

Hoje andei em um metrô inaugurado em 1913, os vagões, de madeira, ainda são os mesmos daquela época. Me senti em um cenário que parece não compor os nossos tempos.


O Cabildo construído no século XVIII era a sede administrativa da colônia espanhola e foi sede do primeiro governo argentino após a revolução de 1810, hoje é um museu que abriga um pouco da história da independência da Argentina. Como a arquitetura é colonial, em partes, se assemelha as edificações da cidade de Goiás, particularmente ao Museu das Bandeiras.

Em tordo à praça de Maio, encontram-se o Cabildo, a Casa Rosada e Catedral de Buenos Aires.
Presenciei a manifestação pacífica das Mães de Maio que se reúnem na praça a mais de três décadas para questionar o desaparecimento de seus filhos durante a ditadura que assolou a Argentina entre as décadas de 1970 e 1980.



A Catedral de Buenos Aires é muito singular, possui um forte vínculo entre a fé e o civismo. Em uma das capelas internas está o mausoléu do General José de San Martín, líder da independência deflagrada em maio de 1810. No mausoléu não existem imagens ou símbolos sacros, contudo guardas do exercíto argentino, similares aos dragões da independência no Brasil, fazem a guarda do mausoléu e um ritual militar diarimante às 15h. Todo o piso da catedral é feito em mosaicos, inspirados na revolução de maio. Na frente da catedral existe um lâmpada com fogo perpétuo em memória ao Gerenal San Martin, realmente é uma similaridade muito grande entre a luz perpétua do sacrário, símbolo do Cristo Vivo, e da vivacidade cívica argentina e, tudo isso, compartilhando o mesmo espaço templário.


A Casa Rosada, sede do poder executivo argentino estava enfeitada com estandartes do bicentenário da independência da Argentina.


A Rua Florida é um grande shopping a céu aberto, um lugar muito simpático, fechado para o tráfego de carros, cheio de lojas para todos os gostos e bolsos, com muitos ambulantes, sobretudo peruanos e chilenos, com charmosos quiosques de flores.

O almoço foi no Paseo de Las Luces, uma catástrofe, pedi um prato com nome diferente: Rinocitos a la provenzal com papas, o que nada mas era que um prato feito com rim bovino. O bom vinho argentino tentou salvar o almoço.



Já o jantar, la cena, como dizem por aqui foi na La Posada de 1820, a picanha de primeiríssima qualidade, acompanhada de um bom vinho tinto souvignon cabernet estava demasidamente "esquisito" delicioso. 

Por hoje foi isso.


Hasta la vista!

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